Mairoj, um jogo brasileiro que mistura o real com o virtual.

Padrão
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Qual você escolheria?

Você já ouviu falar do gênero Alternate Reality Game ou ARG? Os ARG’s (ou Jogos de Realidade Alternativa) tem como objetivo misturar de forma bem interessante elementos reais e virtuais. Originados dos RPG’s (Role Playing Games), eles são considerados uma subcategoria dos jogos pervasivos.

Sua forma de jogar envolve diferentes meios de comunicações – e-mails, mídias sociais, SMS, websites, telefonia móvel, entre outros –, utilizadas para conectar-se no universo do jogo.  Em tal universo, o público deve resolver quebra-cabeças, investigar mistérios, dentre outros desafios, para avançar na narrativa transmidiática que dispersa os elementos em diversos canais (OLIVEIRA & ANDRADE, 2010).

Os ARG surgiram como gênero de jogo em 2001, com a campanha promocional do filme Inteligência Artificial, de Steven Spielberg. Este jogo recebeu o nome de The Beast, pelo fato de se especular que havia 666 enigmas presentes no game. Para tal jogo, havia três pontos de entrada, chamados de rabbit holes, ou buracos de coelho, em sua tradução, aludindo ao livro Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol, pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson. O rabbit hole se refere à estratégia utilizada pelos puppetmasters4 para fisgar o seu público-alvo de maneira que a realidade e a ficcionalidade se tornam fluidas. (Oliveira, Thaiane)

O Brasil se tornou um dos maiores nesse gênero com um total de 43 ARG’s. Um dos famosos jogos é o Vivo em Ação, onde através de SMS e pela internet você progredia no jogo e ganhava prêmios.

vivoemacao

Você já jogou?

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Mairoj

I wanna play a game.

E Mairoj te leva para esse universo onde o virtual e o real se entrelaçam. Conversamos com Joriam, um dos responsáveis pelo jogo para um bate papo.

IGB – Fala Joriam, tudo bom? Antes de mais nada, conte-nos um pouco sobre você e a galera responsável pelo Mairoj.

Joriam

Joriam

JORIAM – Opa! Vamos lá! Meu nome é Joriam Philipe, sou produtor de teatro e música da Tema Eventos Culturais, sou um grande apaixonado por arte e por games! Sempre tento me meter nuns projetos muito loucos, ultimamento mais ainda com crowdfunding, abri uma pequena produtora própria chamada Taverna Produções e estou botando pra frente projetos de pintura/literatura/games/videos etc! Dêem uma olhada: facebook.com/tavernaproducoes . Comigo estavam dois amigos de infância: Vinicus de Mello e Raom Ferreira. Vinicius, ou Chaos, é meu programador, um cara super ligado em jogos de tabuleiro e também um dos meus mentores do Magic e o Raom foi o designer, ele também é um poço de talento e é um dos fundadores do estúdio Rawr!

IGB – Conte-nos um pouco sobre o Mairoj. Do que se trata?

Encontrar arte casualmente pela cidade e fazer uma pose artística do lado dela

Encontrar arte casualmente pela cidade e fazer uma pose artística do lado dela

JORIAM – Mairoj é um jogo diferente dos outros. Nasceu como meu projeto final de faculdade, mas acabou passando disso mesmo na época do desenvolvimento. A idéia foi pegar o conceito de experiência (XP) presente em muitos e muitos jogos e “mudar” essa experiência pra uma experiencia de vida real. Resumindo: um jogo que fosse te tornar uma pessoa mais sábia e mais vivida, desde que você corroborasse com as proposições dele!

IGB – Como foi o desenvolvimento do jogo?

Cozinhar um prato completamente novo (pizza vegan), um dos desafios do jogo.

Cozinhar um prato completamente novo (pizza vegan), um dos desafios do jogo.

JORIAM –Não nego que, por ter pedido isso de favor pros meus amigos, tive que bolar algo que não tomasse demais o tempo deles. Eu, sozinho, fiz uma pré produção de 2-3 meses, que incluiu toda a pesquisa de referências, todo o texto e todas as idéias expressas da melhor maneira que pude organizar. Com os meninos, foram 3 dias absolutamente virados de trabalho muito intenso. Eles tiveram muita boa vontade e muito talento.

IGB – Esse gênero que Mairoj se encontra, Alternative Reality Game (ARG), como foi trabalhar com ele? Como foi a recepção por parte dos jogadores?

Pedir pra um amigo enfiar um sorvete na sua testa

Pedir pra um amigo enfiar um sorvete na sua testa

JORIAM – A recepção quase nunca é mediana. É 8 ou 80. Eu tive uma legião de pessoas que jogou até a metade, mas que não cumpriu a tarefa indicada pelo jogo. Ao mesmo tempo, tive amigos que vieram me contar histórias sensacionais de aventuras vividas através do mairoj. Até hoje, em algumas rodas de conversa, alguém está comentando de uma história e me avisa “Pô Joriam, fizemos isso por causa do teu jogo”. Isso porque sei que coisas incríveis aconteceram com pessoas que nunca vi, por causa das fotos. Foi uma experiência legal trabalhar com os ARGs, quando você vê o resultado, ele é muito tátil, ainda mais com a foto.

IGB – Quais são os futuros projetos para 2014?

JORIAM – Nesse momento estou trabalhando na trilha sonora de um jogo para celular. Mês que vem vai ao ar um vlog meu sobre gamedesign (que, se vocês se interessarem em compartilhar, ia ser bem legal). Fora isso, tenho um projeto de jogo de tabuleiro engatilhado, mas só posso dar mais atenção pra isso quando outros projetos terminarem, não gosto de fazer nada pelas coxas.

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